domingo, março 29, 2009

Universidades falham processo de Bolonha

A maioria das Universidades portuguesas não estão a cumprir os critérios de Bolonha. Os principais problemas são a falta de revisão dos currículos e dos métodos pedagógicos e a existência de cursos pouco virados para o mercado de trabalho. Problemas que os especialistas atribuem à pressa em aplicar a reforma, sem se ter levado a cabo uma discussão como a que está a ser feita em Espanha.

"O Processo de Bolonha foi uma oportunidade perdida para reformar a fundo o ensino superior." É deste modo que, três anos depois do arranque, Gonçalo Xufre, dirigente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, classifica o modo como o processo que visa um espaço comum europeu para o ensino superior a partir de 2010 está a ser implementado em Portugal.

"A maioria das instituições faz uma interpretação cosmética daquilo que deve ser a reforma, limitando-se a encurtar a duração das licenciaturas, que agora é de três anos, sem cumprir o espírito de Bolonha", considera em declarações ao DN aquele professor do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).

Uma opinião que é, de resto, partilhada por vários professores e gestores de instituições do ensino superior contactados pelo DN. Aponta-se, por exemplo, a ausência de alteração dos métodos pedagógicos, um pressuposto do compromisso europeu. Nos termos de Bolonha, o método de ensino deve ser menos centrado na transmissão dos conhecimentos do professor para os alunos, e mais para a orientação dos alunos a buscar informação e reflectir sobre ela. Alvo de críticas é também a " irregular" contabilização dos créditos, que devem ter em conta os trabalhos realizados. "Nada disso está a ser respeitado, e os critérios de rigor são muito baixos", acusa um professor da Universidade Autónoma de Lisboa.

O presidente do Instituto Politénicos de Leiria, Luciano de Almeida, reconhece alguns "maus exemplos" no sistema de ensino português, e embora atribua em primeiro lugar a responsabilidade às próprias instituições, observa que, se esses atropelos existem é um resultado de "estarmos há cinco anos sem uma avaliação nacional aos cursos e de continuarmos sem uma avaliação dos docentes".

Por outro lado, o presidente do politécnico de Leiria lamenta que o Governo "tenha avançado para a reforma do ensino superior, sem que antes tenha promovido um debate sobre qual a estratégia a seguir, tal como se fez em Espanha, em que primeiro se debateu a estratégia e só depois de adaptaram os cursos a Bolonha", o que só está a acontecer este ano. A rapidez com que as universidades portuguesas adoptaram Bolonha foi, segundo Gonçalo Xufre, resultado não de preparação, mas da pressa de não ficar para trás em relação a outras que se anteciparam.

Em Espanha, que chegou mais tarde ao processo, a orientação vai ao arrepio da tendência europeia. As universidades espanholas adoptaram as licenciaturas de quatro anos, em vez de três.

domingo, março 01, 2009

Universidade de Lisboa: alunos com mais recursos são maioria nos cursos com médias mais altas

Os cursos com médias mais altas, como Medicina, são tendencialmente preenchidos por alunos de famílias com mais recursos, revela um estudo na Universidade de Lisboa, que conclui que o acesso ao ensino superior não é “apenas uma questão de mérito”.

O estudo “À entrada: os estudantes da Universidade de Lisboa, 2003-2008. Números e Figuras” foi dirigido pela socióloga Ana Nunes de Almeida, coordenadora do Observatório dos Percursos dos Estudantes da Universidade de Lisboa (UL), a partir de dados recolhidos junto de alunos que se matricularam pela primeira vez na UL entre 2003 e 2008.

Num documento com as principais conclusões do estudo, os autores destacam que a actual população universitária se tem vindo a diversificar desde os anos 80 do século passado, “do ponto de vista das suas origens sociais, dos seus percursos ou expectativas individuais”, trazendo para as universidades uma “geração numerosa de jovens provenientes de grupos com menores capitais culturais e económicos”.

No entanto, segundo a análise dos dados recolhidos pelo Observatório entre 2003 e 2008, as vagas dos cursos que requerem notas mais elevadas, como Medicina, Belas Artes e Farmácia, são preenchidas principalmente por alunos com origem em famílias mais favorecidas, cujos pais são “quadros dirigentes e superiores das empresas ou da administração pública, especialistas das profissões científicas e intelectuais, técnicos e profissionais de nível intermédio”.

Faculdades com notas de acesso mais baixas recrutam alunos de famílias mais desfavorecidas

Por outro lado, “as faculdades com notas de acesso mais baixas (Letras, Psicologia e Ciências da Educação) recrutam sobretudo alunos provenientes de famílias mais desfavorecidas, as filhas e os filhos de empregados administrativos, pessoal dos serviços e vendedores, operários e artífices”, salienta o estudo.

Os autores destacam ainda que quase 60 por cento dos caloiros da Universidade de Lisboa (UL) têm origem em famílias mais favorecidas. “As modalidades de acesso não são portanto apenas uma questão de mérito individual, mas um assunto de família num cenário de selecção social”, concluem.

Segundo o mesmo estudo, os estudantes da UL continuam a ter maioritariamente origem geográfica na área metropolitana de Lisboa e Setúbal, pelo que “o raio de recrutamento mantém-se, assim, relativamente curto a nível nacional e é muitíssimo reduzido no âmbito internacional”.

Os caloiros mantêm “escassa autonomia relativamente às famílias de origem”, já que residem quase sempre com os pais, são jovens e estudantes a tempo inteiro. Apenas um terço dos inquiridos refere estar deslocado e 20 por cento diz manter uma actividade profissional, com maior incidência em alunos dos cursos de Letras, Direito, Psicologia e Ciências da Educação.

"Numerus clausus" afasta alunos da primeira escolha

O estudo conclui ainda que o 'numerus clausus' afasta muitos dos candidatos do curso ou da instituição da sua primeira escolha, o que poderá explicar as taxas de “insucesso” em certos cursos, preenchidos por segundas ou terceiras escolhas.

“Este desacerto, não raro vivido por estudantes com excelentes percursos escolares, deixa as suas marcas (de mobilidade, insucesso ou abandono) em toda a universidade portuguesa e, em particular, na Universidade de Lisboa”, realça a nota.

O Observatório refere ainda o predomínio das raparigas, que constituem a maioria dos caloiros no global, com excepção para a Faculdade de Ciências em 2006/7 e 2008/9, e que marcam presença sobretudo “em cursos tradicionalmente vocacionados para a relação com os outros, para o ensino”.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Ensino superior: 5.500 alunos já se endividaram para pagar estudos

Jovens não recorrerem aos bancos por medo de não conseguirem emprego.

Mais de cinco mil alunos universitários pediram empréstimos à banca para pagar os estudos, ao abrigo do programa criado pelo Ministério do Ensino Superior destinado a complementar os apoios da Acção Social, indicou fonte oficial.

"Até Dezembro de 2008 tinham sido concedidos cerca de 5500 empréstimos pelo sistema bancário ao abrigo do Sistema de Empréstimos a Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua", segundo fonte do gabinete de imprensa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Em 2008, primeiro ano lectivo de funcionamento do programa, foram concedidos cerca de 3150 empréstimos entre Janeiro e Julho. O gabinete de imprensa do MCTES explicou, em comunicado, que o "sistema complementa os apoios directos do Estado através da Acção Social Escolar no Ensino Superior, o qual abrange cerca de 72 mil estudantes, visando a promoção do acesso ao Ensino Superior e melhorando as condições de frequência e conclusão dos cursos superiores".

No entanto, esta é uma opção contestada pelos presidentes das associações de estudantes contactados pela Agência Lusa, que lamentam que "a Acção Social esteja a ser substituída por entidades bancárias". Os dirigentes das associações de estudantes dizem que a crise que se sente no país também se reflecte nas dificuldades dos alunos em pagar as contas.

"Nota-se um aumento de pedidos de aconselhamento por dificuldades em pagar os estudos", disse à Lusa Gonçalo Assis, presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Lisboa. Também à Associação Académica de Coimbra (AAC) chegam todas as semanas pessoas a pedirem ajuda. "Mas os contactos não são no sentido de recorrer a estes empréstimos", garantiu o presidente da AAC, Jorge Serrote.

"Pedir um empréstimo acarreta riscos e há o medo de não se ser capaz de liquidar as dívidas à banca, ainda por cima tendo em conta a situação actual do país", explicou Gonçalo Assis. Uma opinião que é partilhada pelos colegas Filipe Almeida, presidente da Federação Académica do Porto, e Luís Coelho, da Universidade da Beira Interior. "Os estudantes pedem um empréstimo bancário, mas depois como é que pagam o empréstimo se quando acabam o curso não têm trabalho?", questionou Luís Coelho.

Os empréstimos são disponibilizados através do Banco BPI (BPI), Banco Comercial Português (Millennium BCP), Banco Espírito Santo (BES), Banco Santander-Totta, Caixa Geral de Depósitos, Montepio, Grupo Banco Internacional do Funchal (BANIF), incluindo o Banco Comercial dos Açores, e Grupo Crédito Agrícola.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Três Universidades públicas passam a Fundações

O Conselho de Ministros aprova, esta quinta-feira, os diplomas que autorizam a passagem de três Universidade públicas portuguesas a Fundações públicas com regime de direito privado.

As três primeiras universidades a fundações são a Universidade do Porto, a Universidade de Aveiro e o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa.

Segundo o ministro da Ciência Ensino Superior, Mariano Gago, estas universidades são das poucas instituições com capacidade em Portugal para poderem ser fundações porque têm metade dos recursos oriundos de receitas próprias.

Este modelo tem sido, contudo, contestado pela Fenprof. Para o sindicalista do Ensino Superior dos Professores, João Cunha Serra, está em causa a autonomia universitária. Um entendimento que o Governo rejeita.

O modelo das fundações implica ainda a criação de carreiras próprias para o pessoal docente, o que, no entender dos sindicatos, leva a uma fragmentação das lutas reivindicativas.

sábado, janeiro 31, 2009

Reitor da Universidade de Coimbra fala em "vontade política de estrangular o sistema"

O reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, afirmou hoje [dia 29] haver "vontade política de estrangular" o Ensino Superior quando as Universidades são "afogadas" com tentativas de reforma num "enquadramento financeiro incompreensivelmente difícil".

Ao intervir hoje [passado dia 29] numa sessão para fazer o balanço do primeiro ano da reforma de Bolonha na Universidade de Coimbra, o reitor afirmou que as instituições do Ensino Superior têm vindo a ser "afogadas em catadupa com tentativas de reformas, algumas delas já concretizadas", mas com "um enquadramento financeiro incompreensivelmente difícil".

"Não há outra explicação que a vontade política de estrangular o sistema. Não há outra razão plausível", considerou o também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

No entendimento de Seabra Santos, as reformas deveriam ser acompanhadas por "envelopes financeiros, que as tornassem mais eficazes, como acontece noutros países". Segundo o reitor, só em Itália é que se verifica idêntico estrangulamento no investimento do Ensino Superior. Para Seabra Santos, o Ensino Superior [português] perdeu nos últimos quatro anos cerca de 30 por cento do financiamento do Orçamento de Estado.

"Podem inventar-se dotações. Podem sobrepor-se dotações. Podem-se considerar em duplicado e em triplicado dotações, mas esta é a realidade do financiamento do ensino superior. A redução reporta-se aos relatórios de Estado de 2004 a 2009. São números oficiais e que, infelizmente, se concretizam nas execuções ao longo do ano", explicou.

A transferência do Orçamento de Estado, adiantou, "foi reduzida significativamente em cerca de 150 a 200 milhões de euros entre 2005 e 2009. Se a esse valor se adicionar 110 milhões de prestações obrigatórias para a Caixa Geral de Aposentações chega aos 300 milhões de euros".

"Há-de haver um Governo que há-de olhar para este problema com outros olhos e perceber que assim não consegue desenvolver o país e a economia, e esta questão é particularmente crítica no momento que estamos a atravessar, da crise em que nos encontramos", sublinhou Seabra Santos. O reitor considerou ainda incoerente a política do Governo por investir em ciência e desinvestir no Ensino Superior, que na sua opinião sustenta o desenvolvimento científico.

"Reconheço que tem havido investimento em ciência, mas penso que aí até há alguma incoerência, porque todos compreendem que não pode haver um desenvolvimento do sistema científico quando, ao mesmo tempo, não se promove o desenvolvimento do sistema que lhe é sustentáculo, que é o ensino superior", declarou.

Ao falar para um auditório maioritariamente constituído por docentes, Seabra Santos lembrou que "os estudantes devem ser o centro das preocupações e devem ser servidos como tal".

As jornadas "Espaço Europeu de Ensino Superior - Ano 1", a decorrer durante o dia de hoje, pretendem debater os sucessos e insucessos da reforma de estudos com o Processo de Bolonha na Universidade de Coimbra, e avaliar as correcções que será necessário introduzir.

As questões pedagógicas, a internacionalização e os sistemas de gestão da qualidade pedagógica são alguns dos temas em debate, em que participam o reitor da Universidade, Seabra Santos, o novo presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Jorge Serrote, diversos especialistas e responsáveis da instituição.

domingo, janeiro 11, 2009

Banqueiro Santos Silva eleito presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra

O banqueiro Artur Santos Silva foi ontem, dia 10, eleito presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra (UC).

O órgão que resulta da aplicação do Regime Jurídico das Instituições para o Ensino Superior (RJIES), integra ainda figuras como o antigo presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, a deputada Maria de Belém Roseira, o empresário Gonçalo Quadros, a museóloga Simonetta Luz Afonso e o jornalista e advogado José Carlos de Vasconcelos.

Luís Almeida (director-adjunto do Departamento de I&D da Bial e responsável pela secção de investigação clínica), Rodrigo Costa (presidente da comissão executiva da ZON Multimédia), António Gomes de Pinho (presidente da Fundação de Serralves) e Luís Filipe Reis (administrador executivo da Sonaecom) completam o quadro de dez elementos externos.

Artur Santos Silva é o presidente do conselho de administração do Grupo BPI. Licenciado em Direito pela UC, foi docente na Faculdade de Direito entre 1963 e 1982.

A lista única foi aprovada por unanimidade na passada terça-feira, em reunião do Conselho Geral. O Conselho Geral da UC é constituído por 35 elementos, 18 professores e investigadores, dois funcionários, cinco estudantes e dez elementos externos. A este órgão compete a fixação da propina, a fusão ou extinção de faculdades, a passagem a fundações e a eleição do reitor.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Sistema de empréstimos do Estado já abrange mais de 4 mil estudantes

No último ano lectivo 3.339 alunos recorreram aos empréstimos a baixos juros para financiar os estudos. Actualmente, são já mais de 4 mil os que optaram por este sistema de financiamento. O presidente da Sociedade de Garantia Mútua adianta que os alunos que pedem empréstimos já tem “algumas posses”.
A actual situação conjuntural estará a pesar, para muitos alunos, na decisão de recorrerem aos empréstimos de baixos juros, diz José Figueiredo, presidente da Sociedade de Garantia Mútua à TSF.

Já são mais de quatro mil os alunos que beneficiam da linha de crédito do Estado. José Figueiredo adianta que muitos destes alunos têm “algumas posses”, mas precisam de um “capital adicional mensal para complementar a sua vida enquanto estudantes do Ensino Superior”.

São sobretudo os estudantes que acabaram de ingressar no Ensino Superior que recorrem ao sistema de empréstimos sem exigência de garantias e muitos destes ponderam em pedir uma verba adicional para tirar uma pós-graduação, adiantou o responsável, em declarações à TSF.

Recorde-se que este ano lectivo o Governo reforçou o fundo de garantia mútua e alargou a capacidade do sistema de empréstimos para o dobro, seis mil alunos. Quase a meio do ano escolar, já mais de quatro mil recorreram à linha de crédito do Estado, que conta com oito instituições bancárias aderentes.

Estudantes do Ensino Superior colocam vocação à frente da empregabilidade

É o primeiro estudo no país a avaliar o Ensino Superior português. A análise do Centro de Investigação de Políticas de Ensino Superior (CIPES), da Universidade do Porto, demorou três anos até estar concluída, mas os resultados trazem boas notícias. Os alunos inquiridos dão nota positiva às instituições e valorizam mais o curso do que as saídas profissionais.
Durante três anos – 2005 e 2008 – os investigadores do CIPES percorreram o país, de Norte a Sul, passando por várias instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, para avaliar o grau de satisfação dos alunos.

Questões como “Estão satisfeitos com o Ensino Superior Nacional? Porque integraram o Ensino Superior? Porque optaram por determinada instituição?” foram colocadas a 11.639 mil estudantes do primeiro e último ano de cursos de licenciatura, o correspondente a 10% do total de alunos.

“Obter conhecimentos que permitam uma carreira aliciante” é o principal motivo que leva os estudantes a ingressar no Ensino Superior. A resposta é dada por mais de 40% dos inquiridos. Na decisão de candidatura, a obtenção de um grau académico teve também um grande peso. De acordo com o estudo, quase 70% dos estudantes entram na primeira opção.

A escolha da instituição que frequentam recai na “boa reputação académica” do estabelecimento (56,5%) – de salientar que a opção foi sobretudo escolhida por alunos do ensino privado. Nesta questão, a resposta “Por ser a melhor para o curso que eu queria” está em segundo lugar com 45,8%. A escolha, no caso dos estudantes dos politécnicos, é diferente: “Era perto da residência habitual”, disse a maioria.

Através deste estudo é ainda possível perceber que para os estudantes, de entre os vários aspectos académicos, a “qualidade do ensino” ocupa o topo das prioridades. Os alunos afirmam mesmo que o curso em que se encontram é mais importante do que “a empregabilidade”, “a instituição” ou “o prestígio social” da área.

Maioria não mudava de curso

Os índices de desemprego são elevados e afectam todos os cursos e instituições. No entanto, os estudantes parecem pouco preocupados com a situação do mercado de trabalho e mais de 80% admite que se tivesse oportunidade não mudaria de curso. O estudo efectuado pelo CIPES revela que a grande maioria dos alunos está satisfeita com o curso escolhido e dá nota positiva aos estabelecimentos de ensino.

Quase 84% dos entrevistados afirmam que voltaria a candidatar-se à mesma instituição e mais de 85% aconselhariam a instituição a outras pessoas. A imagem da entidade pesa nas respostas, considerada em termos globais positiva.

Pais são o principal suporte financeiro

Quase 80% dos estudantes confirma que o orçamento famíliar é o principal recurso financeiro. As bolsas de estudo surgem na segunda posição, com 25,8%. Muito aquém ficam os empréstimos bancários, que se encontram no último lugar. A percentagem de alunos que afirma recorrer a esta opção não chega a 1%. No entanto, mais de metade considera suficiente os montantes disponibilizados.

Pela primeira vez, em Portugal, são os estudantes a dar uma nota ao Ensino Superior nacional

No estudo “Avaliação Nacional de Satisfação dos Estudantes de Ensino Superior” foram examinados vários aspectos referentes à academia. É objectivo do estudo permitir às universidades e politécnicos realizar as alterações necessárias quer nas condições, quer nas experiências proporcionadas a actuais e futuros estudantes, de acordo com as conclusões obtidas. A grande meta do estudo é contribuir para a melhoria da qualidade do Ensino Superior em Portugal.

O projecto foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Os resultados vão ser apresentados esta sexta-feira na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Higher Education Looking Forward: relations between Higher Education and Society

Articles:
  • Higher Education and Knowledge Society Discourse
  • Higher Education and the Achievement (or Prevention) of Equity and Social Justice
  • Higher Education and its Communities: Interconnections and Interdependencies
  • The ‘Steering’ of Higher Education Systems: A Public Management Perspective
  • The Changing Patterns of the Higher Education Systems in Europe and the Future Tasks of Higher Education Research

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terça-feira, dezembro 16, 2008

Primer éxito del encierro en el rectorado de la UCM

El rector de la Complutense se compromete a paralizar oficialmente las clases para una jornada de debates antes del 15 de enero.

Tras varios días de encierro en el rectorado el pasado viernes 12 la asamblea que mantiene ocupado el edificio arrancó un primer compromiso a Carlos Berzosa, Rector de la UCM. Ante las y los sietes delegados mandatados por la asamblea adquirió el compromiso de paralizar oficialmente la actividad en toda la universidad durante un día antes del 15 de enero. Durante esta jornada se celebrarán debates en todas las facultades en torno al proceso de Bolonia.

Evidentemente es una victoria muy pequeña, pero es sólo la primera. Que 200 estudiantes tengan que dormir una semana entera en el rectorado para poder pararnos un día a pensar acerca de la profunda transformación que la universidad está sufriendo demuestra la importancia que a la voz de las y los estudiantes se concede.

Una de las principales reivindicaciones del encierro es un referéndum a la comunidad universitaria. El Rector, así como la CRUE y la propia Ministra, se niegan. Mientras tanto, los medios siguen tratando de criminalizar un movimiento absolutamente legítimo, en lucha contra la mercantilización de la Universidad y de los servicios públicos. En un intento de combatir esta criminalización y llevar la lucha por la educación y los servicios públicos a todas las capas de la sociedad, se organizó una jornada abierta de debate durante la tarde del domingo en el rectorado. L*s estudiantes allí encerrados invitaron a sus familiares, amigos y profesores a acudir al encierro y debatir conjuntamente la reforma universitaria y la lucha estudiantil. La jornada fue un éxito. Entre tazas de chocolate caliente en un salón improvisado, amigos, familiares y profesores fueron a contar como veían la reforma ‘desde fuera’ y acabaron metiéndose ‘dentro’ de lleno. Se compartieron puntos de vista, experiencias, críticas… y sirvió para dar un nuevo impulso al movimiento, que a pesar de lo expuesto en los medios de comunicación, se vio respaldado por amplios sectores sociales. Prueba de ello es que tanto profesores y estudiantes de enseñanzas medias como profesores de universidad han acudido ya en varias ocasiones a las asambleas y actividades que se realizan diariamente en el rectorado para apoyar y solidarizarse con los estudiantes allí encerrados.

El fin de semana sirvió, además, para seguir profundizando en el análisis de la reforma educativa y organizar nuevas acciones y medidas de presión que se irán llevando a cabo a lo largo de la semana. ¿La próxima cita? Mañana, miércoles 17, a las 13h se ha convocado una concentración en el metro de Ciudad Universitaria en solidaridad con l*s estudiantes expedientados en Barcelona. Y este sólo será el siguiente paso.

sábado, dezembro 13, 2008

“Ser fundação não quer dizer estar obcecado com o lucro”

Na sequência do que já se verifica em alguns países, Portugal abriu a possibilidade de as suas universidades se transformarem em fundações públicas com regime de direito privado. Jean-Marc Rapp diz que é uma solução adequada quando as regras da gestão pública são muito inflexíveis. O futuro líder da Associação Europeia de Universidades também considera que ninguém vai ficar “obcecado” com o lucro.

Em Portugal, as universidades já podem ser fundações. A Itália está a discutir igualmente uma solução neste sentido. O que é que as universidades ganham com esta opção?
Mais uma vez, é algo que depende da legislação de cada país. Ter uma forma privada de uma dada universidade não quer dizer que a instituição se está a tornar numa organização obcecada em fazer dinheiro. Permite é maior flexibilidade na gestão das universidades, particularmente nos casos em que as regras públicas implicam muitos constrangimentos. Em certos países, não é preciso abrir estas opções se as regras públicas permitirem a flexibilidade adequada. Nesses casos, não é preciso recorrer a outras formas jurídicas.

Em que países é que há essa menor flexibilidade?
Não é uma resposta fácil, porque há países que conseguem ser muito flexíveis numa determinada área da gestão pública, mas que depois são muito inflexíveis noutras áreas. Não é possível fazer uma leitura a preto-e-branco da situação.

Outra questão actual em Portugal, mas que é obviamente geral em toda a Europa, tem que ver com a empregabilidade dos alunos. Há empresas de áreas muito especializadas que se queixam da falta de mão-de-obra qualificada. Por outro lado, há níveis de desemprego alto entre licenciados de áreas como o Direito e a Gestão. As pessoas que o ensino superior está a formar são aquelas de que o mercado realmente precisa?
Não é possível encontrar sempre uma correspondência exacta entre as pessoas que saem do ensino superior e aquilo que o mercado procura. Mas também penso que a oferta do ensino superior não deve ser completamente determinada pelas necessidades actuais do mercado. As universidades estão constantemente a criar conhecimento e, em muitos casos, colocam licenciados no mercado que irão dar origem a novas profissões e áreas de mercado.

Mas concorda com a necessidade das universidades terem que estar atentas às necessidades actuais, certo?
Claro. Mas isso não deve implicar que toda a oferta seja desenhada só para o momento presente. Há as necessidades actuais, mas há também as futuras.

“Se a crise financeira durar muito, podemos ter preocupações no financiamento das universidades”

Futuro presidente da Associação Europeia de Universidades quer mais benefícios fiscais para quem apoia o ensino superior. Jean-Marc Rapp será o novo presidente da Associação Europeia de Universidades a partir de Março de 2009, fase em que irá suceder a Georg Winckler. Ainda a alguma distância do início do seu mandato, diz que a actual crise financeira ainda não gerou dificuldades graves nas universidades, mas assume que o financiamento das instituições de ensino superior pode sair prejudicado se a crise se prolongar por muito tempo.

Qual é o impacto que a crise financeira poderá ter nas universidades europeias?
É muito difícil dizer agora quais serão os efeitos. Ao nível do financiamento das universidades, e na eventualidade de a crise se prolongar por muito tempo, podemos vir a ter motivos para preocupações. Mas, neste momento, não tenho conhecimento de qualquer caso particularmente delicado [numa universidade] que tenha sido provocado pela crise.

Hoje em dia, quando se fala de universidades quase que parece que se está a falar de empresas. E, com esta crise, há empresas a fechar. Pensa que há universidades que vão fechar devido à actual situação?
Não estou a ver uma universidade pública a fechar devido à crise. Quanto às privadas, não serei capaz de responder. É que isso depende das especificidades de cada instituição: se tem fins lucrativos ou não, que tipo de dependências financeiras tem...

Está em curso um discussão muito intensa sobre a sustentabilidade financeiras das instituições de ensino superior. Qual é o estado das finanças das universidades europeias?
É difícil dar uma resposta capaz de abranger os diversos sistemas nacionais. Em geral, e no que concerne ao financiamento das universidades públicas, sabemos que os países europeus estão muito distantes de outros países que fazem parte da OCDE. Todos os relatórios traçam esse diagnóstico. E sim, isto é preocupante; e sim, a situação deve ser claramente resolvida.

Pegando no que acaba de dizer e olhando para o caso português, as universidades dizem estar em enormes dificuldades financeiras. E com menos dinheiro disponível, menor o investimento em qualidade. Os alunos que estão hoje no ensino secundário vão encontrar universidades piores no futuro, quando chegar a sua vez de estudar no ensino superior?
Não posso responder com precisão à pergunta, porque não conheço a situação portuguesa em pormenor. Se o diagnóstico das universidades portuguesas é esse, devo dizer que confio plenamente na capacidade delas para resolver a situação. É tudo o que posso dizer. Se há algo consensual entre todos os actores do sistema é o seguinte: é absolutamente necessário para o futuro de um país o investimento eficiente nas suas instituições de ensino superior. Isso é claro.

Mas estes dificuldades financeiras no ensino superior estão agora na ordem do dia em Itália, para dar outro exemplo. Ou seja, estamos a falar de um problema que não é exclusivo de um único país. Com este novo cenário, em que há menos dinheiro público disponível, o que é que as universidades devem fazer?
Em primeiro lugar, penso que as universidades devem falar da situação com as forças políticas e com os ‘decision makers’ – é uma questão de comunicação e de ‘lobbying’. Ao mesmo tempo, devem diversificar as suas fontes de financiamento.

E como é que podem diversificar essas fontes?
É algo que depende muito do contexto local. Por exemplo, podem desenvolver actividades de investigação pensadas para parceiros locais e regionais, concorrendo a todas as fontes competitivas de financiamento. E devem virar-se para o sector privado, que é igualmente uma fonte muito importante de financiamento.

E como é que se consegue aceder a esse dinheiro privado? É que, na Europa, não há muito tradição quanto a esse nível...
Devem estabelecer-se parcerias. Há exemplos de universidades que conseguem aceder a financiamento privado para a investigação e também para o desenvolvimento da sua oferta educativa. É que, por sua vez, os parceiros privados também ficam com acesso mais facilitado aos melhores alunos.

Mas, e pensando nos Estados Unidos, tem-se sempre a ideia de que é quase fácil obter financiamento privado para o ensino superior. Quando se pensa na Europa, já não é bem assim. A que se deve isto?
Uma das principais diferenças são os benefícios fiscais. Nos Estados Unidos, quem financia a sério as universidades paga menos impostos ao Estado. Na Europa, a situação é diferente, daí as dificuldades de aceder a financiamento privado.

Mantendo a tónica no financiamento, e olhando para o sector público, muitos actores do sistema de ensino superior falam insistentemente na necessidade de mudar a forma como os governos transferem dinheiro para as instituições. Como é que os governos devem então financiar as suas universidades?
Ao nível da investigação, os melhores exemplos mostram-nos que obtém-se mais sucesso quando o financiamento tem uma base competitiva, assente em parâmetros de qualidade e suportada na avaliação. Ou seja, o dinheiro vai para os melhores projectos.

Qual é um bom exemplo de financiamento do ensino superior na Europa?
Ao nível do investimento público, é óbvio que os países escandinavos apoiam realmente as suas universidades. Quando se fala com os académicos e com os estudantes desses países, percebemos que estamos perante um bom sistema.

A questão das propinas é incontornável quando se fala em receitas. A OCDE já disse as propinas terão que aumentar no médio prazo. Qual é a sua leitura desta questão?
Não há uma resposta única que se possa aplicar a todos os países. O que pode ser uma boa solução num país pode ser a pior das vias num outro. Aqui entra a questão do ‘feeling’ político e a visão que os governantes de um dado país têm sobre esta matéria. Nos países escandinavos, por exemplo, há um sentimento quase unânime que defende a gratuitidade do ensino. Mas é algo que depende dos contextos nacionais.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Comissão Europeia espera que empresas ajudem a pagar Ensino Superior

Em algumas universidades de França, as empresas estão a pagar o curso de trabalhadores seus e na região de Paris tal já acontece em 15% dos casos. Esta uma realidade que, na perspectiva da Comissão Europeia, deve ser alargada à prática dos 27, quer para o financiamento do Ensino Superior quer para a sustentação do princípio da aprendizagem ao longo da vida.

A Comissão Europeia prepara um documento, a divulgar em Abril próximo, sobre a cooperação entre empresas e universidades. Uma linha prevista preconizará o crescente financiamento das instituições do ensino superior por privados, segundo o chefe-adjunto da Direcção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia. Peter Bauer defendeu, numa sessão promovida pela presidência francesa da UE, que as universidades terão que visar uma educação que prepare para o trabalho e desenvolva ferramentas para a inovação. O mesmo responsável indicou uma desvantagem europeia face aos Estados Unidos, onde 40% da força de trabalho têm qualificação superior. No velho continente, a fasquia é apenas de 23%. Países como o Reino Unido querem ultrapassar esta desvantagemna formação superior. Aí, o Governo pretende que em 2012 metade dos jovens chegue à universidade, ao mesmo tempo que encoraja as empresas a pagar metade das propinas. Os estabelecimentos de ensino estão cada vez mais a estabelecer contratos com empresas para projectos concretos de desenvolvimento de produtos que envolvem os trabalhadores, segundo descreveu a vice-reitora de Salford, como já tinha feito o presidente de um pólo da Universidade de Paris Este. São já aí numerosos os contratos de colaboração empresas-universidades.

O «JN» quis saber como, num país como Portugal, com tecido feito sobretudo de PME, as universidades poderiam depender tanto do financiamento das empresas. A sugestão foi que as PME recorram aos programas de desenvolvimento, nomeadamente regionais, que lhes são dedicados por parte da Comissão Europeia.

sábado, dezembro 06, 2008

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Manifest de professors/es en suport a les mobilitzacions estudiantils

En els darrers dies s’han anat estenent les tancades d’estudiants a les Universitats catalanes. Aquestes han posat sobre la taula un saludable debat públic sobre l’Espai Europeu d’Ensenyament Superior (EEES), l’anomenat procés de Bolonya, que per desgràcia fins ara ha estat absent dins de la comunitat universitària i en la societat catalana.

No són les primeres protestes estudiantils enfront el procés de Bolonya i les veus crítiques amb el mateix ja fa temps que s’han deixat sentir, però no amb la força i visibilitat que seria convenient.

Pensem que el professorat no pot romandre passiu front a les protestes actuals i front a l’aplicació de l’EEES. Estem convençuts/udes que, tot i que calen reformes profundes del sistema universitari, la direcció del procés actual no és la desitjable i que encara és possible un canvi de rumb.

Considerem que les demandes que realitzen les i els estudiants mobilitzats són raonables i haurien de ser tingudes en compte per les autoritats acadèmiques i polítiques.

Esperem que les protestes d’aquests dies siguin un punt d’inflexió i permetin generar el veritable debat social que avui manca sobre quin model d’ensenyament superior necessita una societat com la nostra.

Els i les sotasignants, professors/es de les Universitats públiques catalanes de diferent situació acadèmica, manifestem el nostre suport i solidaritat amb les protestes en curs i animem al conjunt del professorat a sumar-s’hi constructivament amb l’objectiu d’aixecar un veritable moviment d’estudiants, professors/es i membres del personal d’administració i serveis (PAS) en defensa d’un model d’universitat pública i de qualitat.
Primeres adhesions (per ordre alfabètic):

Xavier Alvarez del Castillo, Departament d'Enginyeria Mecànica, Càtedra UNESCO en Sostenibilitat de la UPC
Alejandro Andreassi Cieri, prof. Departament d'Història Moderna I Contemporània UAB
Josep Maria Antentas, prof de Sociologia UAB
Marco Aparicio, prof. Dret Constitucional, UdG
Oriol Barranco prof. Sociologia UAB
Joan Benach, prof. Salut pública i salut laboral, UPF
Laura Bergés Saura, prof. Periodisme i Ciències de la Comunicació UAB
Ramon Campderrich, professor Filosofia del Dret UB
Juan-Ramón Capella, catedràtic Filosofia del Dret UB
Just Casas Soriano, prof. Història Moderna i Contemporània UAB
David Casassas, prof. Sociologia, UAB
Pedro V. Castro Martínez, prof. Departament de Prehistòria, UAB
Antoni Domènech, catedràtic de Filosofia política i moral, UB
Maria Encarna Sanahuja, prof. Prehistòria, UAB
Jordi Estevez, prof. Prehistòria, UAB
José Antonio Estévez Araujo, Catedràtic Filosofia del Dret, UB
Francisco Fernández Buey, Catedràtic Filosofia del Dret, Moral i Política, UPF
Mariona Ferrer, prof. Departament de Ciències Polítiques i Socials, UPF
Ermengol Gassiot, prof d’Antropologia, UAB
Antonio Giménez, prof. Filosofia del Dret, UB
José Luis Gordillo, prof. Filosofia del Dret, UB
Lupicinio Iñiguez, catedràtic de Psicologia Social, UAB
Martí López, prof. Sociologia UAB
Salvador López Arnal, professor-tutor, UNED
Antonio Madrid, prof. Filosofia del Dret UB
Asier Martínez Bringas, prof. Dret constitucional, UdG
Víctor Méndez, prof. Filosofia del Dret, UB
Rafael Micó Pérez, prof. Prehistòria, UAB
Jordi Mir Garcia, prof associat Departament d'Humanitats, UPF
Marisela Montenegro, prof.l Departament de Psicologia Social, UAB
Joan Muñoz, prof. UAB
Joaquim Oltra Puigdomènech, prof. Prehistòria, UAB
Gerardo Pisarello, prof. dret constitucional, UB
Xavier Pedrol, prof. filosofia del Dret, UB
Joan Pujol, prof. Psicologia Social de la UAB
David Pujolar, prof .del Departament d'Economia de l'Empresa de la UAB
Daniel Raventós, prof. titular Teoría Sociológica i Metodologia de Ciencias Socials, UB
Iñaki Rivera, prof. Titular derecho Penal de la UB
Sonia Sánchez Busques, prof. Departament de Psicologia bàsica, evolutiva i de l'educació, UAB
Joaquim Sempere, prof. de Sociologia UB
Héctor C. Silveira, prof. Filosofia del Dret, Universitat de Lleida
Ignasi Terradas Saborit, Catedràtic Antropolgia, UB
Félix Vázquez-Sixto, prof. de Psicologia Social, UAB
Raimundo Viejo, prof de Ciències Polítiques, UPF

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ISCTE vira fundação com contrato-programa de 20 milhõ€$ de €uro$

Acesso às verbas será em função do cumprimento de objectivos.

O Governo acordou o estabelecimento de um contrato plurianual de financiamento com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), cujo tecto é de 20 milhões de euros. O acesso às verbas fica dependente do cumprimento de objectivos contratualizados entre as partes. A medida faz parte da transformação do ISCTE em fundação pública com regime de direito privado, processo que se iniciou no início do ano e que está em vias de ficar concluído.

Dos 20 milhões de euros, a parte pedida ao Estado corresponde à maior fatia – 12 milhões. O restante será atingido por via das receitas próprias do ISCTE, que espera que a sua passagem a fundação seja formalizada por decreto-lei ainda este ano

Na prática, foram estabelecidas metas a cumprir como condição para aceder aos fundos contratualizados. Entre os objectivos estabelecidos, encontram-se actividades ao nível da internacionalização, do desenvolvimento do ensino pós-graduado, da qualificação das condições de estudo dos alunos e de qualificação do corpo docente. “O contrato-programa não é só um programa de intenções, mas de intenções transformadas em objectivos calendarizados”, disse ontem à Lusa Rui Pena Pires, da direcção do ISCTE.

No ensino pós-graduado, os objectivos passam por ter pelo menos 50% dos alunos inscritos em cursos de mestrado e doutoramento até 2012. Ao nível da internacionalização, uma das metas principais é oferecer pelo menos 20% das unidades curriculares de todas as licenciaturas em inglês até 2014, para permitir o recrutamento de alunos estrangeiros.

Além do ISCTE, as universidades do Porto e de Aveiro também estão a negociar a passagem a fundação e os respectivos contratos-programa. Fontes oficiais das duas instituições anunciam a conclusão dos seus processos “para breve”.

sexta-feira, novembro 28, 2008

OCDE sugere mais consórcios regionais para ensino superior português

A OCDE manifestou-se hoje optimista com o progresso do ensino superior português nos últimos dois anos, mas sugeriu mais empenho na criação de consórcios regionais entre instituições, que devem encontrar mais fontes de financiamento.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Mariano Gago, reuniu com o Comité de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para analisar a evolução da reforma do ensino superior português, dois anos depois de peritos internacionais terem feito um relatório com sugestões, após uma intervenção pedida pelo Governo. Esse relatório esteve na base do processo de reforma lançado pelo MCTES, que incluiu, entre outros, o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

"Estou muito contente com o facto de grande parte das nossas recomendações terem sido implementadas", afirmou hoje, no final do encontro, o principal relator desse relatório, o irlandês Daniel O'Hare, salientando estar "muito impressionado com a velocidade de implementação portuguesa". Para o perito nomeado pela OCDE, "a dinâmica está criada" e falta agora acertar "apenas detalhes regionais", através da "criação de mais consórcios entre Politécnicos e Universidades para desenvolver [as instituições] a nível regional".

O'Hare defendeu ainda a necessidade de que as instituições de ensino superior, tanto portuguesas como europeias, "encontrem outras fontes de financiamento". O ministro Mariano Gago mostrou-se contente com o "reconhecimento público da OCDE e de peritos acerca da forma como a reforma do ensino superior em Portugal foi feita".

Mariano Gago destacou que os países da OCDE consideraram como exemplos a forma como está a ser implementado o regime fundacional, a relação dos politécnicos e das universidades com o exterior, o sistema de empréstimos a estudantes com garantias do Estado e a colaboração com universidades de outros países. "Acho que estamos a assistir a uma revolução em Portugal", disse o ministro português, considerando que "o ensino superior vai ser o ensino básico do futuro". Mariano Gago prevê que em breve "vão entrar mais alunos nos politécnicos do que nas universidades" e destacou que pretende "incentivar a oferta no regime pós-laboral, onde se verifica mais procura".

quinta-feira, novembro 27, 2008

Los rectores de Madrid se manifestarán por primera vez en defensa de la universidad

Será el 10 de diciembre frente a la Consejería de Educación de la Comunidad de Madrid para exigir el pago de la deuda de 223 millones de euros.

Los rectores de las seis universidades públicas de Madrid dijeron ayer basta y reclamaron por carta al Gobierno regional que les pague la deuda de 223 millones de euros. En un paso más en su lucha en busca de fondos, esta mañana se han reunido con los sindicatos y han decidido sumarse, por primera vez a las movilizaciones en defensa de la enseñanza pública. Junto con los sindicatos, los rectores se manifestarán el próximo 10 de diciembre a las seis de la tarde frente a la Consejería de Educación de la Comunidad de Madrid, en la calle Alcalá.

Aunque ayer la Conferencia de Rectores de las Universidades de la Comunidad de Madrid (Cruma) hizo público un manifiesto en el que solicitaba esta cantidad y denunciaba la bajada de las partidas destinadas a las universidades en los presupuestos del año que viene, ha sido hoy cuando su presidente y portavoz, el rector de la Rey Juan Carlos, Pedro González-Trevijano, manifestó su desacuerdo y desconformidad con la política que está llevando a cabo la Comunidad de Madrid y exigió la elaboración de un calendario para empezar a recibir el dinero.

En este sentido, los sindicatos más representativos del sector, CC.OO., CSIT y UGT mostraron su apoyo a los rectores y reiteraron que en una situación de crisis como la actual que, a su juicio, no sólo es económica sino del "modelo de desarrollo humano", es imprescindible el papel de las universidades públicas, y para que éstas no pierdan la calidad que tienen -consideran que las madrileñas son de las mejores España- es necesario que el Gobierno invierta y les dé el dinero que les debe.

La financiación de las universidades se basa fundamentalmente en los recursos públicos que la Comunidad de Madrid asigna en los Contratos-Programa firmados por las universidades y el Gobierno regional para el periodo 2006-2010. En esta dirección, los rectores denunciaron que el Ejecutivo autonómico no ha cumplido su compromiso, y los recortes pueden poner en peligro el funcionamiento habitual de la universidad.

Por centros, la Complutense (una de las que más alumnos tiene de todo el territorio español) es la que más cantidad de dinero tiene que recibir por parte de la Comunidad, entre partidas nominatvas, pluses y extras que no llegan desde 2004; en concreto, 67 millones de euros. Así, en relación a los recortes de septiembre y octubre, el rector de esta universidad, Carlos Berzosa, aseguró que ninguno de los centros ha recibido la partida de septiembre que en su día se recortó, a pesar de que la presidenta de la Comunidad, Esperanza Aguirre, ha reiterado que ese dinero ya lo tienen.

Además, pese a lo que dice la consejera de Educación, Lucía Figar, que asegura que todos los pasos que están dando se hacen de acuerdo con lo pactado con los rectores, Berzosa indicó que "de ningún modo es así" y que, aunque conocen sus intenciones, porque se han reunido con los responsables de este departamento, no quiere decir que estén de acuerdo con su manera de actuar. Asimismo, solicitó reunirse "ya sea con Aguirre o con cualquiera" que les solucione esta situación.